Entrevista ao neurocientista Michel Desmugert

Nesta entrevista Michel Desmurget, autor de " A fábrica de cretinos Digitais", são lhe feitas algumas questão sobre o uso de telemóvel, televisão, etc 

No seu livro Michel fala acerca dos dispositivos digitais e como estes estão a afetar seriamente o desenvolvimento neural de crianças e jovens. Ao longo da entrevista são feitas questão relacionados com o tema do livro como por exemplo "Mas no cérebro, o que é que acontece? Já há muito tempo se fala de as redes sociais proporcionarem uma sensação de recompensa como as drogas ou o chocolate.", Michel responde que isso se deve ao sistema de recompensa dos nosso comportamentos, causando problemas quando se torna algo patológico.

Ao decorrer desta entrevista são apresentados factos interessante como o tempo que as crianças passam ao telemóvel ser superior ao que passam na escola e que quando se chega aos 18 anos o tempo passado no telemóvel é equivalente a 32 anos letivos ou 15 anos num emprego normal, ao facto de em Portugal, as crianças usarem hoje em dia muitas palavras do brasileiro e isso deve-se ao facto de passarem muito tempo ao ecrã e quanto mais tempo passarem mais dificuldade terão na linguagem, a repetição dos vídeos favoritos das crianças à exaustão que aprende-se menos do que uma interação normal, entre outras  

 A meu ver, esta entrevista mostra factos que não tem como ser negados na sociedade atual e isso é um problema, pois em vez de estarmos a educar crianças para darem o seu melhor na escola e na vida em si estamos a dar ferramentas para as desviar desse caminho, eu uso o meu telemóvel, vejo televisão e jogo, mas tenho as prioridades em ordem, pois se eu necessitar de não usar o telemóvel durante x de tempo para me concentrar sou capaz disso ao contrário de algumas crianças de hoje que se for precisam não dormem só para jogar ou assistir uma temporada completa de uma série, na entrevista é falado acerca de como a china tenta resolver esse problema através de punições/multas ás companhias de televisão e acho isso correto, pois as companhias de televisão querem o maior número de pessoas possíveis de todas as idades a assistir o seu canal e não se preocupam com os possíveis excessos de tempo de ecrã.

Mas como isto tudo se relaciona com a psicologia?

Este vício do telemóvel deve-se ao facto de ativar continuamente o sistema de recompensa, estrutura do cérebro que recebe  toda a atividade de prazer, este estímulo constante é o mesmo que gera as adições (vícios) num processo muito semelhante ao uso de drogas ilícitas. O uso do telemóvel exige concentração, quando o usamos ou não realizamos outras tarefas ou estamos distraídos de outras atividades, podendo resultar num défice de atenção ou até mesmo dificuldade de socialização e isolamento. Como foi dito na entrevista, as crianças desde os 3 anos usam o telemóvel para ver vídeos, e através de alguns estudos sabe-se que  telemóvel emite uma radiação eletromagnética, esta radiação tem uma frequência alta e como o telemóvel é usado muito próximo ao corpo, especialmente perto da cabeça , a maior parte dessas ondas são totalmente absorvidas pelo corpo humano, podendo causar algum tipo de doença, mas estes estudos ainda são incertos, não existindo evidências suficientes.


Pensamento convergente vs Pensamento divergente

Quando nós pensamos em ideias ou resolver problemas, existem duas formas do nosso cérebro funcionar, sendo essas duas formas o pensamento convergente ou concreto e o pensamento divergente ou difuso, sendo o pensamento convergente o mais presente na vida das pessoas.

O pensamento convergente permite-nos obter uma resposta rápida e assertiva a um problema, por exemplo quando temos um teste de matemática e aparece uma questão acerca de uma fórmula que foi dada, perguntando qual dentro das opções é a correta, contudo neste pensamento existe o certo e o errado, chegando a um lugar. No caso do pensamento divergente não existe um certo nem um errado, pois este pensamento é responsável por gerar ideias novas e criativas, sendo assim, se criar-mos uma ideia nova não temos como saber se a ideia é certa ou errada antes de a experimentar, um exemplo de pensamento divergente é, quando nos é apresentado um problema, na nossa mente aparece todas as possibilidades possíveis e dessas possibilidades de resolver o problema escolhemos uma consoantes o que já sabemos.

Em suma, O pensamentos divergente e o pensamento convergente agem sobre a criatividade de cada pessoa, ordenando, simplificando e clarificando cada etapa do pensamento criativo, completando-se um ao outro.

Quando se fala nestes dois pensamento, o nome do psicólogo J.P. Guilford surge, pois o mesmo criou estes dois termos. No final dos anos 40 um modelo explicativo do processo criativo foi criado por J.P. Guilford e nele foi abordado quatro fatores de pensamento divergente: fluência, elaboração, originalidade e flexibilidade. A primeira refere-se ao número de respostas geradas; a flexibilidade diz respeito ao número de categorias incluídas; a originalidade é a raridade, com a baixa frequência estatística; por fim, a elaboração refere-se aos pormenores que o sujeito acrescenta.


Interpretação dos sonhos

Os sonhos são algo difícil de explicar, pois quando pensamos em sonhos surgem várias questões como por exemplo, o que são os sonhos?,  qual o significando do sonho?. Neste pesquisa feita por mim, irei tentar responder a essas questões.

Os sonhos são experiências ancestrais vivenciadas pelo homem desde a mais remota antiguidade, e nele conteúdos oníricos foram sempre apropriados como ferramentas para a resolução de problemas, orientações e, principalmente, para a cura de doenças. Antigos documentos comprovam a realização de tratamentos terapêuticos através dos sonhos, nos templos devotados ao deus grego da saúde, Esculápio.


Outros povos, como os Hebreus, Egípcios, Hindus, Chineses, Japoneses e Muçulmanos, exercitaram a mesma prática de cura. Até o criador da Medicina moderna se valeu deste método, como se pode verificar na sua obra "Tratado dos Sonhos". Várias culturas e religiões, ao longo da História, cultivam tradições ligadas ao simbolismo onírico, que muitas vezes se revela sob a face das premonições (atualmente estudadas pela Parapsicologia), ou da expansão da consciência. Assim, percebe-se que as terapias por meio dos sonhos, indicadas por Freud ou por Jung, têm a suas raízes fixadas na Antiguidade.

Cientificamente, os sonhos são definidos como excitações da imaginação do inconsciente enquanto as pessoas se encontram adormecidas. Nos dias de hoje, sabe-se que até mesmo as crianças no útero materno apresentam o sono conhecido como REM (movimentos rápidos dos olhos), portanto também sonham, embora não se conheça o seu conteúdo onírico. O pioneiro na interpretação dos sonhos pelo viés da Ciência foi o criador da Psicanálise, Sigmund Freud, que sistematizou a sua teoria no livro "Interpretação dos Sonhos".

Quem foi Sigmund Freud?

Sigmund Freud é conhecido como o "pai da psicanálise", por conta da sua extensa contribuição para o surgimento desse campo clínico com enfoque na psique humana. Formulou teorias como a do "id, ego e superego" e a do "complexo de Édipo", que até hoje possuem enorme importância e são extensamente debatidas pelos psicanalistas.

As contribuições de Freud, porém, não se resumem ao campo da psicanálise, uma vez que a suas teorias repercutiram bastante no campo científico e influenciaram diretamente áreas como a psicoterapia. A obra de Freud também repercutiu até em campos como a filosofia e a literatura. Até hoje alguns dos métodos de tratamento criados por Freud são utilizados por psiquiatras.

Segundo Freud, os sonhos são traduções dos nossos desejos e da realização destes. Eles se apresentam com uma aparência ou sentido manifesto, mecanismo de que se vale o superego, sensor da nossa mente, que oculta o seu significado, o sentido latente, o conteúdo que realmente tem valor na compreensão da nossa psique e dos nossos anseios. Este teor onírico reveste-se de símbolos, histórias surreais que na verdade mascaram os desejos sufocados daquele que sonha. Para o psicanalista, os sonhos oferecem ao Homem a possibilidade de conhecer a alma humana.

Um facto curioso é que de acordo com alguns estudos realizados pela Ciência, o ser humano sonha ao menos duas horas por noite. Assim, se 1/3 da vida passamos dormindo, aproximadamente 25% desses momentos são preenchidos pelas experiências *oníricas. Biologicamente, afirma-se hoje que o sonho é tão vital para a existência quanto respirar e dormir. Alguns reiteram que não sonhar pode provocar sérios distúrbios psíquicos. Os sonhos podem também ser uma forma essencial de aquisição do conhecimento intuitivo, principalmente como ferramenta fundamental para o autoconhecimento. Isto porque o simbolismo onírico espelha o nosso universo emocional e a nossa personalidade, por códigos que, uma vez interpretados, revelam a nossa essência.

*oníricas-Relacionado com a essência dos sonhos.


 Anime e os seus efeitos psicológicos na moral e ética

Os efeitos psicológicos do anime podem ser comparados aos efeitos de outras formas de entretenimento, estes efeitos dependem de muitas coisas como por exemplo, a pessoa, o tipo de fã de anime, o próprio estado mental, a própria educação da pessoa, das nossas emoções, a autoestima, a forma como interpretamos as informações, etc.

Com base nisso, os efeitos psicológicos podem ser bons ou maus, especialmente quando se trata de autoestima e interpretação. A moral e ética são uma grande parte de alguns géneros de anime como por exemplo o do shounen, a ética e a moral desempenha um grande papel nesse tipo de histórias e enredos, sendo que às vezes contribuíam para o desenvolvimento do personagem e do seu progresso pessoal.

Exemplo de como essas questões éticas e morais desempenham um papel importante no enredo dos animes:

  • Fazer coisas apenas para ganho próprio versus fazer coisas para o bem maior ou mesmo para ajudar alguém ou algum grupo em específico;
  • Defender algo com toda a sua capacidade e devoção versus não representar nada / não se impor por nada;
  • Roubar de outras pessoas versus compartilhar com outras pessoas;
  • Passar por cima os outros para conseguir o que deseja versus ser uma pessoa melhor a cada dia para alcançar os seus objetivos;
  • Respeito próprio versus busca por validação externa, mesmo que isso signifique magoar os outros;

 A moral pode nos influenciar de uma forma ou de outra, dependendo da situação e principalmente das desculpas que dermos. Porém existem outras circunstâncias onde não temos outra escolha, o personagem Gaara do anime Naruto 🦊 é um exemplo sólido disso.

"Mas... para viver, você precisa de um propósito,
Viver por nada é o mesmo que estar morto"
Gaara da vila da Areia — Naruto

O personagem Gaara é alguém que cresceu sem "amor", e então apenas o ódio encheu o seu coração, seguindo o que podemos considerar um caminho errado, mas ao longo da história e das interações com o protagonista, começou a mudar o seu caminho. Para entender melhor o personagem Gaara, irei contar um pouco acerca da sua história.

Apesar de ser o mais novo dos três irmãos, Gaara é escolhido (logo após de nascer) pelo seu pai, o Kazekage (líder da aldeia da Areia) para ser transformado numa arma. O seu pai determina que seja selada (aprisionada) uma besta de uma cauda, Shukaku, no corpo de Gaara e esse ato causou a morte da sua mãe, pois Gaara ao nascer perde a mesma, crescendo sem ela. O fato de ter a besta dentro de si, fez com que Gaara fosse temido pelos aldeões, que o rejeitavam e atormentavam enquanto criança. Shukaku é muito violento e põe em risco o plano do pai de Gaara, além disso, Gaara começou a não dormir à noite, com medo da besta corroer a sua alma caso ele adormecesse. Além da besta Shukaku, Gaara também conseguia controlar a areia, graças a sua mãe, que por sempre tê-lo amado imprimiu a sua vontade e o seu amor na areia, que o protege agora sempre.

Descontente com o fato de Gaara não poder controlar Shukaku e ter controle sobre a areia, o seu pai  torna-se mau e deseja a morte de Gaara. O seu tio, a única pessoa em quem Gaara confiava trai-o, tornando Gaara frio e cruel, logo após a traição do tio, Gaara grava o kanji de amor na sua testa usando a areia.

Gaara encontra aqui um propósito para viver, matar todos os que são enviados para eliminá-lo e isso torna-o cada vez mais frio, mais calculista e mais egoísta. Gaara só supera o complexo que tem ao conhecer Naruto, com uma história de vida muito similar à sua, tendo também crescido sem o amor dos pais, com uma besta selada dentro de si e sendo rejeitado e atormentado por todos. Porém, o que fez Gaara começar a mudar foi ter percebido a atitude de Naruto, que não se deixou abater por suas circunstâncias e sempre manteve a atitude positiva, sempre perseverante e acreditando que o seu futuro seria bom, e mais do que isso, que poderia se tornar o Hokage (líder da aldeia da folha).

A história de Gaara e o paralelo com a história de Naruto certamente teve um impacto na vida de muitos fãs, principalmente porque muitos se identificaram com os dois personagens. 

Conclusão acerca dos animes

Queria então mencionar que os animes exercem efeitos positivos nos adolescentes ajudando a aliviar a pressão psicológica, pois vivemos numa sociedade de ritmo acelerado com tendência a ficar mais rápido existindo diferentes tipos de pressão a que os jovens desta geração estão sujeitos, embora nem sempre conseguirem resolver a pressão ou lidar com isso sozinhos o anime forneceu um caminho para eles soltarem o vapor. As situações surreais no anime ajudam a aliviar qualquer pressão psicológica que eles possam estar enfrentando. Contudo os animes também possuem aspetos negativos, como por exemplo a dedicação que muitos jovens têm pelo anime devido a serem criados com histórias bem escritas e um conteúdo rico, o que os  torna atraentes para os jovens, fazendo com que os mesmos entregassem muito do seu tempo a assistir anime.

Afonso Rosa nº1 12ºA, Psicologia B, Prof. Sónia Abreu
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